Não é só um batom, é história da civilização de 5 mil anos para cá. Vem saber!

Publicado em 28 de julho de 2021 por .

Foto: Jazzie Moyssiadis

Feliz Dia Nacional do Batom! Essa festa, para nós, amantes da beleza, com certeza é uma das nossas favoritas, e não só porque a gente adora usar batom. Mais do que um item de maquiagem, ele esteve presente nos principais momentos da história da civilização desde cinco mil anos atrás até hoje. Começa por onde encontraram os primeiros vestígios de uso do batom: na Suméria, uma parte da antiga Mesopotâmia, um dos berços da civilização. Isso foi há cinco mil anos. Desde então, o batom já foi protagonista no Egito Antigo, onde era usado como símbolo de status, e não só por Cleópatra e mulheres poderosas. Os homens egípcios não eram bobos nem nada e também usavam batom. As cores mais utilizadas eram preto, laranja, vermelho e magenta. Se os sumérios amassavam chumbo branco com pedras preciosas para colorir os lábios, os egípcios usavam bastões úmidos de madeira com pigmento conseguidos a partir de flores, insetos esmagados e outros materiais encontrados na natureza. Na Roma antiga o batom também era bem visto. Já na Grécia Antiga, era considerado escandaloso e usado principalmente por prostitutas. Durante a Idade Média, o batom foi proibido pela Igreja Católica por ser considerado imoral e um pecado.

Ao longo dos séculos, não só o desenvolvimento da fórmula do batom – vale dizer que o primeiro batom no formato tradicional, de bala, foi criado pela Guerlain no final do século 19 –, mas principalmente a maneira como ele era ou não utilizado pode ser considerada uma bússola da evolução da sociedade ao longo da história. No último século, foi criado até um índice do batom que, segundo a indústria da beleza, mediria o comportamento do consumidor em momentos vitais da economia. O índice do batom foi criado em 2001 por Leonard Lauder, então presidente emérito da gigante Estée Lauder. Foi no ano do 11 de setembro e numa época de boom da bolha da internet. Segundo Lauder, as vendas de batom teriam dobrado nessa época. Já na Segunda Guerra Mundial, o batom ganhou valor patriótico no Reino Unido, onde seguiu sendo fabricado, mesmo com a indústria voltada para a produção de equipamentos bélicos e gêneros de primeira necessidade. O ministro britânico Winston Churchil acreditava que usar batom dava segurança às mulheres em tempos tão difíceis. O mesmo aconteceu na Grande Depressão norte-americana provocada pela quebra da bolsa de 1929: a produção da indústria caiu pela metade, mas o consumo de batom cresceu.

Além de índice econômico, o batom foi usado em vários momentos como empoderador da emancipação feminina. Em 1912, Elisabeth Arden, criadora da famosa marca de cosméticos homônima, distribuiu 15 mil batons vermelhos em Nova York durante manifestação do movimento sufragista feminino. E e foi a partir daí que o batom vermelho virou símbolo de protesto pelo direito ao voto e a igualdade de direitos das mulheres. 

Outra curiosidade bem bacana foi durante a Segunda Guerra Mundial, quando as mulheres assumiram o lugar dos homens nas fábricas operárias: “as mulheres usavam batom para ir às fábricas porque acreditavam que era a única coisa que lhes restava como forma de fazer valer sua feminilidade, já que suas roupas eram muito masculinas e não podiam fazer muito com seus cabelos, pois tinham que ser presos para que não caísse na máquina”, conta a historiadora Gabriela Hernandez.

Divas como Marilyn Monroe, Lauren Bacall, Madonna, Julia Roberts Linda Carter e Donna Summer deixaram como marca registrada o batom vermelho ao longo da história da beleza. Hoje, a cor entra e sai do radar, com tonalidades diferentes, acabamentos e texturas, que expressam o nosso humor e eleva nossa autoestima, principalmente agora na pandemia.

Agora, a dúvida que fica e devolvo para você: será que o batom vai voltar ao que era antes? A cosmetóloga Josi Helena tem a sua opinião. “Acho que esse efeito batom vai vir depois que todo mundo estiver imunizado e conseguir usar menos máscara, porque acredito que nunca vamos conseguir tirá-la por completo. Depois que isso melhorar, nós vamos, com certeza, usar muito batom. As pessoas sentem falta disso.” Fizemos uma matéria sobre como ficará o uso da maquiagem depois da pandemia, e especialistas apontam para a volta do batom, leia o texto aqui. 

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