3 perguntas sobre protetor solar em bastão, veja como e quando usar

Publicado em 7 de julho de 2021 por .

Da esquerda para a direita: Clear Stick UV Protector FPS 50+, Shiseido. Fotoproteção Diária FPS 70 incolor, Adcos. Protetor solar tonalizante stick, FPS 80, Adcos. Sports'it! Bastão Protetor da Pele, Pinkcheeks. Photoage stick color, FPS 99, Dermage. Protetor solar FPS 99, Pinkcheeks.

O protetor solar em bastão é uma proposta bem bacana quando o assunto é praticidade e funcionalidade na hora da aplicação. Diferente dos protetores solares tradicionais, os sticks geralmente possuem uma textura mais espessa, são mais fáceis de deslizar e usar para retoques. Para entender quando e como utilizar esse tipo de protetor, consultamos o dermatologista Daniel Cassiano, doutor em melasma e coordenador da residência do ambulatório de dermatologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Veja a seguir 3 perguntas sobre o tema.

Qual a diferença, em termos de fórmula, do protetor em bastão e os líquidos?

O que muda é principalmente o veículo. O protetor em bastão tem geralmente componentes mais oclusivos para deixar a textura mais espessa (para que o protetor fique sólido). Outra diferença entre eles é na hora de remover. Esses veículos normalmente precisam de sabões mais oleosos e demaquilantes à base de óleo para saírem.   

Em quais situações ele pode ser melhor que o protetor solar?

Eu prescrevo muito os filtros em bastão com cor para melasma. Como o veículo é mais oclusivo, ele acaba formando uma proteção física sobre a pele, escondendo melhor as manchas. Eu digo que se a mancha está escondida, ela está protegida. Por essa razão, as pacientes podem aplicar uma camada de filtro com cosmética mais agradável e no lugar das manchas, cobrir com o filtro em bastão tonalizado. Uma outra indicação dos filtros em bastão, nesse caso incolor, são em atividades esportivas aquáticas. O veículo oclusivo é mais duradouro embaixo d’água, funciona super para os surfistas. O único problema é que não podemos indicar para peles oleosas porque pode ter oclusão folicular e gerar uma erupção acneiforme por oclusão. Se a paciente já tem uma pele mais oleosa e quer usar um filtro em bastão, porque acha que a cobertura física é melhor que a dos outros, peço para lavar o rosto com um sabonete para pele oleosa, usar hidratantes com ação matificante, principalmente na zona t (testa, nariz, queixo) e aí pode usar o produto em bastão porque dá uma boa segurada. Se, porventura, sentir que o rosto ficou muito oleoso durante o dia, só jogar uma água sem querer limpar o rosto, secar com uma toalha e em seguida pode reaplicar o filtro novamente. Se não tiver a pele oleosa, só passar por cima mesmo ou seguir o mesmo protocolo de jogar a água, para não ficar lavando muito rosto, pois acaba prejudicando a barreira cutânea. 

Qual é o melhor jeito para aplicar a quantidade certa no caso do protetor em bastão com e sem cor?

É difícil quantificar os filtros em bastão, os laboratórios sugerem aplicar sobre a pele formando uma camada uniforme. Eu explico para os pacientes que o bastão deve ser utilizado como se fosse uma base, então, a partir do momento que seu rosto está coberto, ele está bem protegido. Se eu não estou enxergando a sua pele por trás do filtro solar físico, ela está bem protegida [no caso dos protetores solares sem cor, a Sociedade Americana de Dermatologia recomenda passar quatro camadas no rosto inteiro, em movimentos de vai e vem].

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